Taxonomia de Bloom

A Taxonomia de Bloom, ou taxonomia dos objetivos educacionais, foi criada em 1956 e consiste em um conjunto de três modelos que tem uma estrutura de organização hierárquica, classificando os objetivos de aprendizado em níveis de complexidade e especificidade, além de analisar diferentes níveis de aquisição e uso de conhecimento.

As três listas abordam objetivos de aprendizagem nos domínios cognitivo, afetivo e psicomotor:

  • Cognitivo: trata da aprendizagem intelectual.
  • Afetivo: trata dos aspectos de sensibilização e gradação de valores.
  • Psicomotor: trata das habilidades de execução de tarefas que dependem do aparelho motor.

Porém, somente o primeiro foi implementado em sua totalidade. Sendo assim, o domínio Cognitivo é estruturado em níveis de complexidade crescente, o que significa que para adquirir uma nova habilidade que pertence ao próximo nível, um indivíduo precisa ter dominado e adquirido a habilidade do nível anterior.

Ou seja, um indivíduo somente pode compreender e aplicar um determinado conceito depois que conhecê-lo. 

E neste artigo, vamos falar exatamente da Taxonomia de Bloom do domínio Cognitivo para objetivos educacionais! 

O que a Taxonomia de Bloom tem a ver com a educação?

O modelo educacional de Bloom permite identificar o nível de desempenho de cada aluno, com base na classificação dos objetivos educacionais, do mais simples ao mais complexo. 

Isso ajuda o professor a planejar seu trabalho de modo a atender as necessidades de aprendizagem de cada aluno, que devem ter assimilado de forma concreta um conhecimento antes de passar para o próximo nível.

Desse modo, a aprendizagem se torna mais efetiva, pois o aluno só passa para um nível superior quando realmente assimilou o conhecimento! 

Aplicando na realidade de uma empresa que já conta com treinamentos para seus colaboradores, é possível ter um controle maior sobre as informações passadas para eles, de forma que poderão passar para as próximas aulas já sabendo tudo que é necessário. 

E como já citamos acima, iremos focar no domínio cognitivo, referente à aprendizagem intelectual, mostrando o que é, como e porque deve ser aplicado. 

O domínio cognitivo e a possibilidade de aplicação na prática

O cognitivo envolve a capacidade de os alunos darem sentido às informações que recebem durante as aulas e a maneira de utilizá-las na vida prática, de modo que o conhecimento adquirido seja produtivo.

Nele, você conta com uma tabela que define os objetivos educacionais no domínio cognitivo consiste em seis níveis hierarquicamente definidos, com ações específicas para alcançar cada um deles:

1. Conhecimento

Envolve reconhecer e lembrar de fatos, termos, conceitos básicos ou perguntas sem necessariamente entender o que elas querem dizer.

2. Compreensão

Abrange demonstrar um entendimento de fatos e ideias, organizando, comparando, traduzindo, interpretando, descrevendo ideias principais.

3. Aplicação

Inclui usar o conhecimento adquirido – resolução de problemas – em situações novas aplicando o que aprendeu.

4. Análise

Engloba examinar e dissecar a informação em partes, além de determinar como essas partes se relacionam; identificar motivos ou causas, fazer inferências e encontrar evidências para apoiar generalizações.

5. Síntese

Compreende construir uma estrutura ou caminho de elementos diversos. Também faz referência ao ato de juntar partes para formar um todo.

6. Avaliação

Envolve apresentar e defender opiniões, fazendo julgamento de valor sobre a informação, a validade das ideias ou qualidade do trabalho baseado em algum critério.

Como aplicar a Taxonomia de Bloom na prática?

O plano de aula e as atividades a serem propostas aos alunos precisam contemplar todas as ações cognitivas. 

Para isso, deve-se estimular as habilidades correspondentes a cada domínio, pois juntos permitem a efetivação da aprendizagem. Cada conteúdo novo a ser ministrado tem de ser estruturado e transmitido aos alunos de acordo com cada ação necessária para concretizar a aprendizagem.

Os objetivos educacionais são definidos pelo professor com base na taxonomia para melhor atender às necessidades de seus alunos, por isso deve-se identificar de antemão em qual nível se encontram, e para ser aplicado, deve ser estruturado com base em três perguntas a serem respondidas:

  • “O quê?”: pretende trazer a dimensão conceitual das habilidades a serem trabalhadas na aula, definindo o que o aluno é capaz de saber para alcançar determinado nível de aprendizagem.
  • “Como?”: aborda a dimensão procedimental, que se refere ao método que o professor irá utilizar para transmitir o conhecimento.
  • “Para quê?”: propõe uma finalidade àquele conhecimento, de modo a articulá-lo com situações cotidianas, contextualizando-as com outras áreas do conhecimento ou do próprio componente curricular.

Assim, é possível aplicar a taxonomia de Bloom para avaliar o aprendizado dos seus colaboradores em um ambiente de treinamento e obter ótimos resultados!

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